
Meu amor,
Vamos sair por aí, sugando e lambendo o dia,
Enriqueçamo-nos de frugalidade,
enganando o caminho e a conformidade.
Vamos matar a inércia e quem sabe a letargia.
Eu deixo para trás a passividade,
Abandono a tv e a melancolia,
Você leva consigo sua amibilidade,
A bagagem da vida e a mala vazia.
Ouvir o cheiro da selva a gritar piedade,
e o inesperado da mata a chorar, fugidia,
Andamos à esquerda, não na nostalgia,
Corremos na chuva da clandestinidade.
Eu, você e a rodovia,
Sem dinheiro, sem cheque, ou sequer burguesia
Sem encrenca, frescura ou moralidade,
o amor e a estrada - isso vale a saudade.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Postado por Christina Zaccarelli às 16:10
