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sexta-feira, 20 de agosto de 2010


PLAY.

(love, love, love....)

Figuro entre os imbecis que não perdem as esperanças...

(Love, love, love)

Afinal, os cínicos, vis e prontos, tecem teias que lhe renderão frutos. Prefiro o grito cifrado de um fétido e sábio vagabundo a um bufar narcisista sob olhos assépticos às três da tarde.

(There’s nothing you can do that can’t be done...)

Prefiro a delicadeza bombástica de Jackson Pollock ao preciosismo patético de um acadêmico qualquer.

(there’s nothing you can sing that can’t be sung….)

Não sou flor que se cheire…nunca fui. Nunca soube qual seria o próximo passo...

(nothing you can say but you can learn to play the game…)

Ouço melhor o sussurro não-fragmentado dos que têm segredos perversos em um quartinho escuro ao invés dos aplausos orgulhosos a uma pseudo-competição que no fundo não leva a nada.

(it's easy...)

O instinto me interessa. O Humano me interessa. Tudo o que não é cientificamente comprovável, moralmente desejável, me interessa.

(nothing you can make that can’t be made)

Prefiro o buraco na Estrada à inércia do velho caminho....

(nothing you can save that can’t be saved)

Continuo, enfim, desmerada. Afinal, todo demérito contempla uma boa leva de otimismo rasgado e saudosista.

(nothing you can do but you can learn how to be in time)

Prefiro a causa à conseqüência… Prefiro a sátira à descrição.

(All you need is love)

Prefiro a bênção de um andarilho sem futuro à exibição de um decote profundo na alameda Lorena às 11 da noite.

(All you need is love)

Prefiro o humano

(All you need is love)

Prefiro o humano

(All you need is love…love...love is all you need...)