PLAY.
Figuro entre os imbecis que não perdem as esperanças...
Afinal, os cínicos, vis e prontos, tecem teias que lhe renderão frutos. Prefiro o grito cifrado de um fétido e sábio vagabundo a um bufar narcisista sob olhos assépticos às três da tarde.
Prefiro a delicadeza bombástica de Jackson Pollock ao preciosismo patético de um acadêmico qualquer.
Não sou flor que se cheire…nunca fui. Nunca soube qual seria o próximo passo...
Ouço melhor o sussurro não-fragmentado dos que têm segredos perversos em um quartinho escuro ao invés dos aplausos orgulhosos a uma pseudo-competição que no fundo não leva a nada.
(it's easy...)
O instinto me interessa. O Humano me interessa. Tudo o que não é cientificamente comprovável, moralmente desejável, me interessa.
(nothing you can make that can’t be made)
Prefiro o buraco na Estrada à inércia do velho caminho....
Continuo, enfim, desmerada. Afinal, todo demérito contempla uma boa leva de otimismo rasgado e saudosista.
Prefiro a causa à conseqüência… Prefiro a sátira à descrição.
Prefiro a bênção de um andarilho sem futuro à exibição de um decote profundo na alameda Lorena às 11 da noite.
Prefiro o humano
Prefiro o humano

