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sexta-feira, 27 de março de 2009

A fome.



Vago sem crenças, ando sem norte,
cheia de brumas e enegrecida,
ah, se morreste para minha vida,
vive, consolo de minha morte!

Tu que me tombaste no caos extremo
Da noite imensa do meu passado
sabes da angústia do torturado,
ah tu bem sabes porqueé que tremo!

Instilo mágoas e a me embriagar
planto saudades no morto campo
suspiro e rasgo o antigo pranto
que a bela morte me ensinou a amar.

Ninguém me chora! E se eu tombar
Cedo na lida...
Oh, lua fria vem me chorar
Oh, lua morta em minha vida.