
É que o sono me impede (ou deveria)
E foi pelas vias do sussurro gritado,
ou mesmo a perfídia do odor condoído
que o tanto era como, e o como, rasgado,
rompeu com o grosseiro, o gozo engolido
Quero o inconveniente!
Meu Deus, meu Deus, que me escute...
só há sentido no impertinente
não há o morno que não machuque.
Há o vulnerável, lindo, fraco e exposto
àquela explosão de apatia e cimento
que de tão forte, se vê, no rosto
que só o vermelho esfola esse bege sedento.
Não quero o plano, o raso, o sentido
nem tampouco o que é belo, perfeitamente
prego ao diabo que berre ao ouvido
e triture minhas tripas... deliciosamente.
(para Fernandez Fierro)
sexta-feira, 6 de março de 2009
Postado por Christina Zaccarelli às 15:33
