Não há mais espaço. Nem gente arredia.
Fracasso cansaço, eficaz e atrofia.
Não se leem os rastos, Nem tampouco poema.
Já se degola o delírio, mas se engole o cinema.
Morna. tépida. Insípida. Seca.
Não há coloridos no meio das praças. Não há mais saída do meio das massas.
Há o expedito no medíocre exaltado. Vomitando em vazio, entediado e cansado.
Partido. Fragmentado. Embrutecido. Desacordado. (Parte. Parte...)
Mate o devaneio, ainda no verso,
Parvo antiquado, de prazer perverso.
'Não te atreva a enxergar', me diria, perplexo.
Ainda assim, ainda ouviria,
o insensato e imprudente, na correria,
essa vidairada, senhor, e não a apatia,
te afunda na morte, alienado doente.
Pra que tanta sorte, se a tal demasia
transformada em esporte, te anestesia?
Porque gritar com a morte, assim, de repente,
até vale o corte,
na carne da gente.
Por inteiro.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
frenesis.
Postado por Christina Zaccarelli às 21:27
