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sábado, 10 de janeiro de 2009

Mulher moderna. Blaaaaagggghhh


"Será que um beijo na testa é sinal de que o casamento acabou? - Não perca em "Dilemas de Irene", no GNT"
ZZZZZZZZZZ... Que sono. Sinceramente, esse esteriótipo da 'mulher moderna' já cansou faz tempo. Faz teeeempo. Neuróticas, independentes e loucas por sapatos!ZZZZZZZZZZZZ.... Outro dia tive a 'felicidade' de assistir ao filme (da série) "Sex and the City" e só não fiquei mais irritada porque o negócio é tão bobo que chega a ser engraçado..... tanta revolução, tantos livros, tantas teorias, tantos sutiãs queimados na fogueira... para quê? Para comprar sapatos de 400 dólares?
Eu até entendo que haja um deslumbramento em um primeiro momento. Se antes, para comprar um par de sapatos a mulherada tinha que contar com o aval do pai ou do marido, é até natural que haja uma empolgação momentânea pelo fato de o próprio salário mandar e desmandar nas decisões financeiras. Mas... calma lá... será que já não deu tempo? É muita futilidade....ou não? Ou sou eu o problema?
Veja em 'Sex and the City', por exemplo: A protagonista, Carrie, se faz de mulher "independente" mas não precisa ser muito esperto(a) pra perceber, logo nos primeiros minutos do filme, que o sonho de Carrie é um casamento glamuroso e gigantesco, usando vestido de grife, com um homem rico e poderoso (que atende pelo singelo nome de 'mister big' e parece ser o dono do mundo). Sinceramente, não acho que sutiãs foram queimados para isso....
Existe também o oposto: Uma das protagonistas da série, Miranda, é o esteriótipo (também furado, claro) da 'feminista' pos moderna: super profissional, durona, auto-sufieciente, mal humorada, anti-romântica, que assume aquela velha postura de odiar os homens, e tudo que eles representam. Azeeeeda....
Quanto a mim, às vezes acho que vivo em outra era (mesozóica, talvez, pode xingar...) mas, sinceramente, acho tudo isso uma baboseira sem fim. Além disso (e me desculpe a repetição) prefiro o velho e bom 'pensamento woody allen': a vida já é amarga o suficiente pra ficar botando limão galego nela. Eu ainda prefiro abocanhar a liberdade (anárquica...) das que vieram antes de mim, mas sem esquecer da força e da beleza que o universo feminino tem. Eu sei, é piegas, mas é verdade.... Em "vicky cristina barcelona", por exemplo (que, aliás, quase me fez cair da cadeira de tão perfeito), em uma das primeiras cenas, Juan Antonio (Javier Barden) convida Vicky e Cristina (Rebeca Hall e Scarlet Johansson) para um fim de semana na cidade de Oviedo e é recebido com muito ceticismo pelas duas convidadas.... e, assim, quando perguntado sobre o porquê da viagem, ele respode:

Mm-hm? Why not? Life is short. Life
is dull. Life is full of pain. And
this is a chance for something
special.We’ll spend the weekend. I
mean, I’ll show you around the city
and...we’ll eat well, we’ll drink
good wine, we’ll make love.

Pois é.... e não é isso que importa? As neuróticas esteriotipadas do "sex and the city" que me desculpem... mas.... sapato, luxo, status, (e neuroses) não são nada perto da sensação de agarrar a existência com os dentes, e realmente desfrutar de todas as nuances da liberdade (que nos foi presentiada) e fazer da vida o que ela é: uma experiência cheia de possibilidades. A vida pode ser muito mais interessante do que uma discussão sobre o beijo na testa num casamento, Irene. Sem dilemas... Tio Woody sabe tudo. Ainda.