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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Entrei de férias... inclusive dessa maquineta aqui....
volto em janeiro
fuuuuuui

Why is life worth living?


Ahhh... Woody, Woody... só de saber que existem os filmes do Woody Allen, a vida fica mais leve: os arranha-céus ficam até aconchegantes, as pataguadas nos relacionamentos ficam mais engraçadas, os loucos mais interessantes, a estranheza do existir, mais normal. Woody Allen é tão bom, mas tão bom, que quem pensa em suicídio durante sua existência devia ser herege. Na boa. Deveria ser crime morrer sem ver o próxima peripécia dele. E crime digno de Santo Oficio.


Assistir a uma filme de woody allen é entender um pouquinho os porquês no caos da vida. Digo, aliás, em tom confessional, em primeira pessoa mesmo, já que toda vez que eu piro um pouco (e, acredite, o negócio não é tão raro assim) achando que tal coisa 'deveria ser assim ou assado', titio woody sempre me dá uma mão: O comportamento humano, as manias, as inseguranças, as incertezas,o belo, o feio, o estranho, o patético... está tudo lá, em tom engraçadinho, trazendo de bônus para o expectador algumas (boas!) risadas. A vida, vista assim, sem a névoa das idealizações, por mais paradoxal que pareça, fica ainda mais bonita. Aliás, esse é o nosso defeito né? Digo de todos nós: A gente é educado de maneira a achar que a experiência só é considerada 'memorável' quando se encontra o Mastroianni, com cigarrinho no canto da boca, encostado num poste de luz, com cara de mal, na Place Vandôme, com fundo musical do Puccini. E não é nada disso. Naaada disso. Então, você assiste qualquer filme do woody allen e vê que aquele baixinho de óculos gigante, descabelado, cheio de manias e neuroses, e de gosto duvidoso, por algum motivo alheio à nossa percepção lógica das leis da universo, é o homem mais adorável do mundo. E, pior, que uma simples xícara de café, em lugar qualquer, pode ser a experiência mais mamorável de toda a sua vida. Pois é.... a vida não é grandiosa, nem poética. E tudo bem.



Como boa tiete que sou, estou revendo alguns, nesses dias chuvosos. Já passei por Noivo neurótico noiva nervosa (meu favorito), zelig, life and death, hannah e suas irmãs e, claro, manhattan, que transcrevo um dos trechos mais famosos (e lindos)






Why is life worth living? It's a very good question. Um... Well, There are certain things I guess that make it worthwhile. uh... Like what... okay... um... For me, uh... ooh... I would say... what, Groucho Marx, to name one thing... uh... um... and Wilie Mays... and um... the 2nd movement of the Jupiter Symphony... and um... Louis Armstrong, recording of Potato Head Blues... um... Swedish movies, naturally... Sentimental Education by Flaubert... uh... Marlon Brando, Frank Sinatra... um... those incredible Apples and Pears by Cezanne... uh... the crabs at Sam Wo's... uh...Tracy's face...



Copiando Woody Allen descaradamente, vou fazer minha própria lista, aqui mesmo, para que eu mesma leia de vez em quando (vou fazer aqui, porque esse é o único lugar que não perco...rsrsr)



vamos lá:




porque vale a pena viver..... (fiquei na dúvida se colocava esse 'porque' junto ou separado, mas resolvi colocar junto já que esse é um post otimista..rsrsrsrrs)



A Educação (e meus aluninhos queridos)


Acossado


o começo de 'immobile' de Autour de Lucie


The No Smoking Orchestra


Os textos do Xico Sá


O cheiro da chuva


Os Poemas Sinfônicos do Villa Lobos


Fellini (os dois: O meu, e o outro)


'todo o sentimento' do chico Buarque (clichê, eu sei)


'o óbvio e o obtuso' do Barthes

As colunas do Contardo Calligaris, toda quinta feira, na Folha


O Mojito


Saber que existiram mulheres como Lou Salomé, Anais Nin, Sapho e Isadora Duncan (para copiá-las descaradamente)

Malevich


A anarquia (dãããã)


O Mochaccino


O final do século XIX, o simbolismo e todas as conseqüências inconseqüentes do romantismo alemão


O Centro Pompidou


'La grande Odalysque' do Martial Raysse


As velhinhas do cinema italiano


O Mastroianni (mesmo sabendo que eu não vou topar com ele na rua um dia....)


Cuscuz de tapióca da Bahia

Alguns meninos

Os filmes do woody. Naturalmente.

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(...acho que.... por enquanto....tá bom.... rsrsrsr)


Para acabar com qualquer dúvida de como titio woody é genial, transcrevo um trecho de 'Hannah e suas irmãs'...lindo de viver...




"What if there's no God, and you only go around once and that's it? Well, you know, don't you want to be part of the experience? You know, what the hell, it-i-it's not all a drag. And I'm thinking to myself, geez, I should stop ruining my life...searching for answers I'm never gonna get, and just enjoy it while it lasts. And...you know......after, who knows? I mean, you know, maybe there is something. Nobody really knows. I know, I know "maybe" is a very slim reed to hang your whole life on, but that's the best we have. And...then, I started to sit back, and I actually began to enjoy myself."




Belo jeito de acabar um texto, não?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Meus sentimentos em relação ao Natal sempre foram inspiradores...





Mas se é uma data importante pra você.... de coração....divirta-se.



terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A inevitável


Eu bem que enrolei, mas diante da reportagem de Época, que li hoje (eu sei que eu estou atrasada...) resolvi também dar meu pitaco naquilo que aparentemente todo mundo gostou de comentar: A pichação na Bienal e a prisão da pichadora Caroline Piveta da Mota, que foi solta somente ontem.

Bem... para começar, eu odeio essa expressão (é vulgar, é vulgar) mas, de fato, nessa história toda, a única coisa que me vem é que 'o buraco é mais embaixo'. Assim, vamos lá: Ponto 1. a pichação do prédio da Bienal é (mais um) sinal daquilo que (carinhosamente) chamo de 'a incomunicabilidade da arte contemporânea'. Todo mundo já viu, ouviu e talvez até tenha falado a seguinte expressão: 'Mas isso É ARTE?', 'meu deus....qualquer coisa é arte agora....', ou (e essa é a minha favorita) ' mas até meu filho, de 8 anos, faz isso'..... Pois é... isso é uma discussão muito maior do que parece. Temos a impressão de que se não vier com 'bula' ninguém mais entende um quadro na parede. As artes visuais perderam a capacidade de chocar verdadeiramente o espectador, de causar discursos inflamados, de ser agente transformador, e isso é uma perda e tanto.

Parece que tudo isso foi embora depois das vanguardas do sec. XX. Não há mais nada a se quebrar depois de Malevich e Duchamp. E por isso, talvez, haja uma vontade dentro daqueles que sentem 'verdadeiramente artistas' de 'chegar à última fronteira' e quebrar barreiras, seguir aquela trilha escusa aberta pelos poetas malditos, marginais, ser verdadeiramente revolucionários, de vanguarda e tudo mais. Até aí, eu até entendo. Não concordo, mas entendo.

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Ponto 2. A Bienal de 2004 mostrou ao público o trabalho de 130 expositores. A bienal de 2006, 100 expositores. A de 2008, apenas 42. O segundo andar, vazio, parecia ser a opinião do próprio curador (Ivo Mesquita) que, antes, havia declarado à imprensa:

"as bienais devem ser "laboratórios" onde são mostrados os trabalhos mais inovadores e onde se experimente a maneira de apresentá-los". Junte um mais um: Então se se optou pelo vazio, é porque não há trabalhos inovadores que 'mereçam' ser exibidos... certo?

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Ponto 3. Caroline faz parte de um grupo de pichadores liderados por Rafael 'Pixobomb' (o mesmo que pichou a faculdade de Belas Artes e a Galeria Choque cultural). O grupo afirma praticar 'terrorismo poético'. Para quem não sabe, 'terrorismo poético' é um conceito criado pelo (teórico anarquista) Hakim Bey. Sem mais delongas teóricas, mesmo porque ninguém merece (e sempre existe Santo Google para socorrer se suas aflições), a idéia do grupo era justamente protestar contra o que chamam de 'elitização da arte' e usar o espaço vazio para manifestar a existência do lado 'underground' da arte contemporânea. Mostrar a existência desses artistas que se consideram marginais, fora do mercado, aqueles 'verdadeiros artistas' que mencionei no começo.


Aliás...convenhamos... a ideia de manifestações durante Bienais não é nem um pouco nova: O próprio Eli Sudbrack, (artista multimedia queridinho da cena novaiorquina) afirmou "eu mesmo já colei stickers em exposições importantes nos EUA. Não sei como a curadoria não abraçou o conceito. deve ser Deve haver alguma razão política. Só porque a garota não é do mesmo estrato social da elite artística".

Ahááááá.... e aí....Pergunto eu: se o autor do protesto tivesse feito a ponte aérea Kassel - São Paulo e tivesse nome nas rodinhas de tralálá, será que teria sequer havido prisão? Mesmo se escrevesse a mesma coisa? Mesminha da Silva? Imagine se fosse Nuno Ramos a escrever 'Abaixa a ditadura' não seria aplaudido com fervor e eu estaria aqui, na minha santa ignorância, tentando descobrir o porquê do "abaixA" na manisfestação que ele fez? hummmmm

Eu não sei quanto a você, mas tenho a sensação de todo esse rolo da Bienal é mais uma demonstração de uma parte varrida para debaixo do tapete dos tupiniquins aqui: bichinhos tropicais aparentemente liberais, porém preconceituosos, que acham que 'arte' é aquela coisa celestial, etérea, intocável, inacessível, portanto, a quem diz 'abaixA a ditadura". Arte é coisa de gente fina, não é mesmo?

Ademais, tenho a impressão de que os curadores deveriam ter agradecido a essa moçada, isso sim. Eu sempre vou lembrar dessa Bienal. Mas vou lembrar só do que deu 'errado'.

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Tédio e o homem aranha


Sabe como é... férias, fim de ano, época de descansar o corpo e a cabeça... pelo caminho da obviedade, bem que eu tentei descolar um cineminha esses dias. Impossível. Im-pos-sí-vel! Em primeiro lugar, a maioria dos cinemas está localizada dentro dos shopping centers. E aí a história é velha: Não há vagas nos estacionamentos, milhares de pessoas se amontoam para comprar 'não sei o quê de muito importante' como se fosse o fim dos tempos. Em segundo lugar, o cinema em si vira um caos. A fila, ou melhor, a fiiiiiiiiiiiiila vira o seguinte: milhares de pais aflitos segurando seus pimpolhos barulhentos, esperam a oportunidade de enfiá-los na grande sala de escura, com outros pais aflitos e outros tantos pimpolhos barulhentos. E a fila é a mesma. Ou melhor a fiiiiiiiiiila.

Isso me fez pensar em várias coisas: De imediato (e mais superficialmente) na falta de traquejo de muitos pais que aproveitam (!!) as férias para enfiar os filhos nos shoppings como se não houvesse espaço melhor para brincar, criar, correr, se sujar e fazer o merecido barulho em lugares apropriados. Já repararam como há pais e mães que se desesperam em época de férias escolares porque não sabem o que fazer com os rebentos em casa? Repararam como há pais e mães que brigam com as escolas porque as férias são 'longas demais'? Pois é.

Mais tarde, fiquei também pensando no tamanho do buraco em que todos estamos enfiados. Explico-me: A indústria do entretenimento (já começa pelo nome...estranho, não?) só nos EUA movimenta (fui checar), em média, 220 bilhões de dólares por ano, o que significa 42% da economia cultural do mundo. Pode ser loucura da minha cabeça, mas, há algo de muito errado quando um cidadão de classe média passa diariamente 4 horas e 28 minutos (média mundial, medida pelo Eurodata TV worldwide) em frente a uma televisão, em uma sociedade cuja reclamação número um é justamente a falta de tempo que atinge todo mundo (É mais ou menos assim: ninguém tem tempo para nada.... mas pra 'Hebe' a gente dá um jeitinho?).

A minha pergunta é: será que o mundo contemporâneo nos entediou de tal maneira que só o Homem Aranha nos salva? Literalmente? Será que a realidade é tão enfadonha que precisamos de 220 bilhões de dólares para nos ENTRETER? Entreter -a palavra - na minha cabecinha oca, é aquilo que fazemos enquanto esperamos a vez no consultório médico, ou seja, algo que faça 'passar o tempo', 'distraia a cabeça', para que não percebamos que estamos em um lugar muito chato, a espera de uma outra atividade muito chata. Por isso, nos "entretemos". É nisso, então, que transformamos nossos cotidianos?
Que medo. Sério, que medo. Aliás, vou sair do computador AGORA e vou fazer algo mais produtivo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O conto do amor



Como estou em férias, aproveito o tempo livre para colocar algumas leituras em dia, aquelas que a gente adoraria, mas nunca dá tempo durante o ano.


Essa semana (na segunda feira, para ser mais exata) comecei a ler "O conto do amor" do meu colunista favorito da Folha de São Paulo, Contardo Calligaris, que, na verdade, foi lançado há uns bons meses, mas só tive tempo de ler agora.


Bem, em primeiro lugar, quem conhece a escrita suave e ao mesmo tempo incisiva de Contardo sabe que não há de se esperar nada a não ser coisa muito boa em seu primeito 'atrevimento' em romances. Pois bem. Dito isso, tenho que confessar minha tietagem: comecei a lê-lo no fim da tarde e não VIVI enquanto não o terminasse. Acabei a estória à noite, em um estado quase histérico, completamente extasiada.


A trama, para quem não sabe, é assim: um psicanalista italiano que mora em Nova York ouve de seu pai, em seu leito de morte, uma confissão um tanto estranha: ele (o pai) em uma visita à Toscana, nos seus 20 anos, encontra um afresco no Monte Oliveto Maggiore feito por Sodoma e declara ao filho que teve a impressão de ter sido um dos ajudantes do pintor renascentista em uma vida passada. Assim, com vontade de desvendar o mistério confessado pelo pai (que para uma estranheza maior ainda, se dizia ateu e não acrediatava em nada) Carlo Antonini parte para uma série de viagens entre o monte, Florença, Siena e Nova York até obter um (uh lah lah) final surpreendente, legal demais, a propósito.


Bem, pensando depois com um pouco mais de calma (passado o estado 'tiete-que-acabou-a-ver-o-menudo') fiquei pensando no conteúdo do livro e no que, afinal, havia nele que me fisgara sobremaneira. Um dos motivos, mais evidente, é o delicioso passeio pela história da arte da Renascença, com direito à cópia impressa dos afrescos logo da entrada do livro, uma delícia. Para descobrir a história do pai do protagonista, acabamos por conhecer alguns detalhes das obras, das vidas dos pintores renascentistas, dos lugares.... enfim... prato cheio para alguém como eu.


Mas tem mais... e é aí que vem uma confissão minha. E descarada: Carlo Antonini, o psicanalista, é uma figura simplesmente adorável. Não farei (nem gosto de) fazer discursos ideológicos feministas, mas, sério, passei horas me deliciando com a naturalidade com que Carlo passa a conhecer o universo daquela que seria sua amante, Nicoletta. A delicadeza certeira e sem pressa, a simplicidade do relacionamento, a suavidade do encontro..... volto a dizer: a (não existe melhor palavra) naturalidade mesmo: Quase como se os dois já se conhecessem há séculos (ele chega a afirmar isso, inclusive), sem nóias, sem pressões, sem comparações, e sem, claro, machismos de quinta categoria, poses, jogos, encenações, estratagemas sentimentais. como estamos (ainda) todos acostumados. Faço questão de reescrever um trecho:


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"Subimos até o último andar. Nicoletta abriu a porta, e eu entrei em uma sala escura com duas janelas grandes ao fundo. Nicoletta entrou atrás de mim e estendeu a mão para acionar o interruptor. Segurei dua mão e pedi: 'Espere um instante'. Ainda com a mão dela na minha, me aproximei das janelas. Estávamos exatamente na altura da base da cúpula de Brunelleschi. Sua simplicidade contrastava com a própria policromia dos mármores do Duomo e, mais ao longe, do campanário de Giotto.


Fiquei olhando para aquela visão em silêncio, sem largar a mão de Nicolleta. Tinha uma sensação de clareza e paz que só podia ser causada pela perfeita e simples cúpula e pelo leve calor da mão que estava na minha mão.


Passado algum tempo, virei o rosto e o corpo para Nicoletta. Ficamos nos encarando no escuro, e aos poucos, timidamente, começamos a nos beijar.


Nicoletta me levou para o quarto, na penumbra. Tiramos a roupa. Era como se eu a conhecesse desde sempre; entrei em seu corpo e senti como se, enfim, estivesse chegado em casa."


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Na boa... sem maiores discursos....em tempos de Mc Créu, Suzaninha e Marcelo 'quebra motel', mulheres-fruta, e otras cositas más, chega a ser um alívio que isso exista. Nem que seja na ficção. Ai ai....




quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Blog novo, vida nova! hihihihi

Bem... como já disse na apresentação, não tenho muitas pretensões com esse espaço.... gostaria apenas de colocar meus pensamentos aqui, pra eu mesma ler depois e me espantar com a velocidade da mudança dentro da gente. Só isso.
Gostaria de explicar o título do blog, para começar: Anarquias cotidianas. Como Deus já sabe (sim sim....eu já contei p/ ele, numa dessas conversinhas furadas) me considero Anarquista mesmo antes de saber o que direito isso significava. Sempre tive problemas com a questão da 'Otoridade', entende? E digo dos dois lados: não entendo quem manda, nem quem obedece. Não entendo hierarquia, nao entendo a tal 'inevitabilidade do Estado organizador' ou do 'monopolio da violência' exercido por esse mesmo Estado. Aliás... honestamente, nem pátria eu entendo. Eu entendo 'povo', agora 'pátria', 'fronteira', 'alfândega', 'território', nada disso me faz muito sentido.
Mas o que me interessa aqui, é bom que se diga, são as pequenas anarquias cotidianas, aqueles raríssimos momentos em que vislumbramos uma lasca de liberdade. A anarquia no agir, no conhecer, a liberdade de gostar, de ser (essa é a melhor....), a liberdade em exercer a liberdade, nem que seja por alguns (bons) segundos e trazer para o real aquilo que se considera utópico e delirante. Refiro-me às coisas mais banais e àqueles momentos.... aqueeeeles, sabe?
Pois é.... mas acredito que isso seja possível somente através daquilo que o Morin chama de 'cabeça bem feita' - o que me leva a outro assunto igualmente libertário e apaixonante:
Acredito na educação. Acredito demais na educação, para ser mais exata. Sou professora há 12 anos e cada vez mais acredito na utopia de mudar (o outro e a si mesmo) com idéias (call me naive...). Acredito que o único jeito de tornar a vida - essa vida cruel, injusta, cheia de dor e angústia, e por muitas vezes entendiante - é agarrar Dionísio pelos colarinhos e dar umas voltinhas por aí. Afinal, como diria minha mãe, o negócio é 'mexer a bundinha'.
Mexamos as nossas, então.